sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Estou voltando...

Bem, agora que acabei meu primeiro livro volto pra cá em breve.
Vou contar tin tin por tin tin as minhas aventuras durante os meses em que estive fora, aguardem!!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Socorro! Matei a minha inspiração

Durante minhas incessantes buscas pelo descobrimento de crimes e seus desfechos, para o desenvolvimento do meu trabalho de conclusão de curso, um livro acerca de grandes fatalidades que ocorreram na cidade onde moro, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, me deparei com um assassinato maior e mais próximo a mim do que o imaginado.

Serei uma jornalista, de arte, ofício e modéstia a parte, de dom também. Nasci e cresci com esta consciência, de que toda a minha vida será escrevendo. Mas após toda a minha infância e adolescência registrando diários com as minhas histórias, inventando histórias, além das redações escolares e mais 3 anos e meio de faculdade, percebi que algo estava errado.

Minha naturalidade e desenvoltura diante de textos, sejam eles de coisas cotidianas como este, de assessoria ou até mesmo as notas diárias de política, internacional e segurança pública produzidas para o rádio, já não fluíam como antes. Havia uma barreira sobre a qual eu me via impedida de ultrapassar. O que de fato estava acontecendo? Neste mesmo período iniciei a leitura de um livro, não por acaso de uma jornalista.

A minha mais nova leitura, para variar um pouco já que nos últimos meses todos os meus títulos de cabeceira tratavam de assassinatos e crimes macabros, era sobre uma jornalista, que perto de completar seus 40 anos, decide fazer uma busca por todos os relacionamentos fracassados, na tentativa de descobrir o porquê de ter sido vítima de cinco homens que partiram seu coração (esse é o nome do livro: 5 homens que partiram meu coração) de Susan Shapiro.

Bem, voltando ao meu caso, o que acontece é que a jornalista fez terapia durante mais de dez anos e, assim tentava compreender as melancolias e desastres que a cercavam, então, será que preciso de terapia? Na verdade, o que de fato senti, é que algo estava bloqueando minha criatividade, aliás, a criatividade não, porque ela ainda está aqui, mas a execução dela é que estava sem forças.

De algum modo, tudo o que eu pensava e planejava escrever não saia da minha mente, e ao contrário de antigamente, quando me trancava em um quarto ou banheiro e escrevia lá, minhas dez ou 12 páginas de um diário, eu me sentia uma pedra, diante da tela branca do computador. Quando menos esperava, estava eu navegando em alguma página da internet, lendo horóscopo ou algo tão “importante” quanto.

Então, quando pensava que criei até mesmo um blog, me rendendo ao pouco de mídias sociais que eu conheço, descobri que o assassinato que havia ocorrido era o da minha inspiração! Acredito que eu não seja a única pessoa a passar por este tipo de transtorno, sei que em qualquer profissão o excesso de cobrança e pressão tem impacto, geralmente negativo.

Mas não pense que foram as pressões de trabalho que me fizeram congelar. Na verdade a minha própria cobrança e exigência que resultaram em um bloqueio mental. Parece dramático, e é, mas também é bastante real.

Onde na verdade eu quero chegar? Pensando bem, quero compartilhar um momento histórico da minha vida, momento este que é vivido por mais um grupo imenso de pessoas, de várias universidades, cursos, cidades, estados e países. Faltam alguns meses para eu concluir minha graduação, tudo o que faço é pensar nos meus estágios, trabalho de conclusão de curso, minha profissão, futuro... Nossa, acho que já entendi o porquê do bloqueio! Será que eu penso de mais, ou espero muito da vida?

Preciso descobrir também se realmente vale a pena me preocupar tanto com o depois de amanhã, principalmente porque o desgaste de se viver o futuro antes do presente é imenso. Mas acontece que a ansiedade é um sentimento avassalador, que faz parte da maioria das pessoas, principalmente em momentos decisivos de suas vidas. Dá pra questionar que os períodos de maior tensão na vida de meros mortais como nós tem influência quase que mortal em nosso modo de vive, agir e pensar? Sei que assim como a minha, a sua resposta também vai ser não.

Pelo texto e intensidade das minhas palavras já deu para perceber que a inspiração está de volta, e hoje ainda tenho alguns capítulos do meu livro para escrever e muitos dias para viver. Se eu ainda vou ter outros bloqueios? É bem provável, afinal de contas sou uma pessoa praticamente normal, com muitos anseios e desejos, e claro, muitos momentos decisivos para passar. Só resta me desejar sorte e um pouco de cara de pau para enfrentar todos eles.




sexta-feira, 17 de julho de 2009

Projeto PAIS leva esperança a produtores rurais de MS

Em 2009, 100 unidades produtivas começam a ser implantadas em Campo Grande

Joana Tabordo de Mendonça, 40 anos, é uma das 200 assentadas que farão parte, em 2009, do projeto Produção Agroecológica Sustentável (Pais), do Sebrae em Mato Grosso do Sul. Ela diz que, "assim como outras pessoas já passei por muitas dificuldades na vida, mas apesar disso sou persistente. Sempre quis plantar vegetais orgânicos e, agora, está aí a oportunidade que eu precisava".


A agricultora, que vive no assentamento Conquista, em Campo Grande, conta que já teve uma microempresa na cidade, mas há pouco tempo iniciou o trabalho no campo, até então sem nenhuma estrutura e conhecimento, fator que já gerou grandes prejuízos. “Perdi toda uma plantação de vagens porque não queria utilizar agrotóxicos e fertilizantes químicos, então as pragas destruíram tudo. Mas agora, com o projeto, vou começar outra vez, e com melhores condições, para poder viver disso”, afirma.

Joana não é a única que por falta de orientação ficou restrita a condições precárias de produção. Ela, e mais 99 famílias de assentados da capital terão a oportunidade de inovar no sistema de cultivo, e ainda garantir a sustentabilidade e a inserção no mercado, através da plantação de hortaliças e leguminosas sem o uso de agrotóxicos.

A metodologia do Pais oferece produção de baixo custo, que se adequa à realidade do pequeno produtor familiar. Isso é de fundamental importância para os assentados, segundo José Vitório da Silva, 52 anos, que reside no assentamento Pantanal. “Para quem trabalha na roça, é muito importante conhecer sua terra, e produzir de forma correta é uma maneira de não agredir o ambiente e sustentar a família com alimentos de qualidade”, diz.

O agricultor além de ter a oportunidade de produzir alimentos livres de agrotóxicos, terá assistência técnica periódica e poderá comercializar o excedente. Esses são os planos para um futuro próximo e Francisca Valdeonora da Silva, 48 anos, que há muito tempo trabalha com horta, diz que a expectativa é grande. “Estou ansiosa para começar logo, quero ver a coisa se desenvolver, fazer meu negócio evoluir”, garante. Apesar da ansiedade, a produtora tem consciência de que embora o projeto seja um benefício, ela terá contas a prestar. “Não é todo dia que temos uma oportunidade como essa. Então, cada um vai ter que trabalhar duro, se dedicar, fazer por merecer e cuidar da sua terra”.

Convênio

O projeto de Produção Agroecológica Sustentável (Pais), após convênio assinado entre Sebrae, Banco do Brasil e Prefeitura Municipal de Campo Grande, da ordem R$ 1,5 milhão, vai implantar 100 unidades de produção agrícola em assentamentos de Campo Grande. Outras 100 unidades serão levadas para as cidades de Terenos e Sidrolândia, por meio de convênio com as prefeituras. Em Mato Grosso do Sul, 140 unidades Pais estão em funcionamento, na capital, em Sidrolândia, Miranda e Nioaque.
( Esse aqui está em vários lugares, saiu no Correio do Estado e ainda me valeu um 10 na aula de Jornalismo Rural)

Outras coisinhas mais...

Criação: Willian Manvailer.
Textos: Thayara Barboza.


Isso é outra coisa que eu adoro, mas ainda tenho muito a aprender: Redação Publicitária!
Link do site: http://www.gisselefestas.com.br/




Adoro textos publicitários, quem sabe eu desenvolva mais este lado depois do jornalismo, aliás, sem dúvida essa é uma parceria que pra minha vida dá certo!

Jornalismo x Publicidade: Parceria ou Concorrência

Até que ponto a presença da propaganda nos veículos de comunicação incomoda


Os meios de comunicação, assim como a sociedade caminham rumo ao desenvolvimento, e isto por sua vez, exige uma adequação ao que diz respeito às informações. A publicidade e o jornalismo têm sua parcela de responsabilidade sobre o que é exposto ao leitor e a própria comunidade, deste modo deve haver uma cumplicidade e parceria entre ambas. Para que isso ocorra, as informações em todas as suas características podem ser fundamentais para a formação de quem consome todas as notícias e divulgações surgentes.

Criticar o jornalismo por se adequar à publicidade pode ser um erro, considerando que este também depende da divulgação para se manter, neste caso existe uma relação de troca contínua, unindo a credibilidade de determinado veículo à confiabilidade dos produtos divulgados nele, e isto sem dúvida gera retorno aos envolvidos. A discriminação deste relacionamento entre as duas habilitações da comunicação social pode ser freqüente entre os mais críticos, no entanto, um leitor assíduo, que tenha consciência da importância do capitalismo tende a aceita-la e compreende-la sem fazer desta questão algo que desmereça a qualidade da informação.

Que a quantidade de publicidade encontrada em veículos de comunicação tem aumentado consideravelmente, isto não se pode negar, mas há quem comprove que a qualidade das notícias publicadas nestes mesmos veículos diminuiu? Isto ainda não foi comprovado. É preciso que se dê mais atenção ao conteúdo destas notícias, pois estes sim são definitivamente de arrepiar, pois a realidade apresentada nos jornais diários, semanários e etc., mostra que a sociedade carrega em suas entranhas, violência, impunidade e descaso sem precedentes.

Por isto, que tal dar mais atenção a realidade dos fatos, já que quase sempre assim o são, do que questionarmos a presença de algo fundamental, que movimenta a economia e o capitalismo, mesmo que chegue ao ponto de estimular também o consumismo da sociedade. Fator que está fora do alcance de qualquer critico das publicidades, já que estes também consomem, e de fato esta não vive sem dinheiro, que por sua vez não existe sem o comércio, que por sua vez não existe sem a divulgação, que por sua vez é resultante do trabalho da publicidade e propaganda.
(Crítica para a aula de Jornalismo Aplicado II)

sábado, 11 de julho de 2009

Eu ainda estou aqui!


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Em breve novas postagens...


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sábado, 20 de junho de 2009

Curso técnico para jornalistas? Deboche aos profissionais

17 de junho de 2009. Um dia lamentável aos profissionais de jornalismo no Brasil. Isto porque após anos de luta, o Supremo Tribunal Federal resolveu tornar inválido o diploma. Injustiça? Ingratidão? Desrespeito? Para mim, que recebo o meu diploma em 6 meses, é tudo isso e muito mais.



Quando soube da novidade, um misto de sensações tomou minha mente, principalmente revolta, pelo simples descaso e comparação infeliz feita pelo relator Gilmar Mendes, sobre a necessidade de um curso para jornalistas ser nos moldes de cursos técnicos como os de culinária, cozinheiro e moda. Não quero desmerecer estas profissões, principalmente por ser filha de costureira.


No entanto, sei perfeitamente que para os cursos técnicos existem modos de atuação restrita, contrário ao jornalismo, em que as exigências no mercado e do mundo são mutáveis. Não podemos pensar que quem sabe escrever uma redação pode ser jornalistas. O jornalismo é muito mais do que isso.


O que aprendemos em sala de aula vai muito além da prática, e isto nos é exigido quando vamos à busca de oportunidades. A teoria dada nos 4 anos de curso, são a base para um bom profissional. O que mostra que experiência de vida e um bom texto não bastam! Será mesmo que impor a necessidade de um diploma mantém os moldes da ditadura militar? Ou será que é uma maneira de calar os bons profissionais e submetê-los a disputar uma vaga com falsos jornalistas com ensino fundamenta?


Bem, se a formação universitária é desnecessária, então porque as outras profissões evoluem e a cada dia exigem mais e mais destes profissionais? Um exemplo bem claro é o advogado, que antes também não necessitava de diploma. Hoje, existe, além do curso de 5 anos, uma prova da Ordem, que define se eles podem ou não atuar nos tribunais.


O que mais me incomoda, é saber que mesmo com a importância de profissionais capacitados no mercado, os empregadores e parte da sociedade ainda defendem essa atrocidade do TCE contra o nosso diploma. Então, o que fazer com ele? Eu sinceramente acredito que ele tem muito valor, pode ser que não para Gilmar Mendes, mas para a sociedade que tanto carece de uma imprensa séria e de qualidade, que só é possível com profissionais prontos para atender a estas necessidades.


Agora, se por um acaso o STF insistir nos cursos técnicos para jornalistas, tenho que pensar que a sociedade deve então retroceder, e deixar a evolução apenas para os países desenvolvidos. Então, porque os técnicos em consultório odontológico não atuam como dentistas, e técnicos em enfermagem, como enfermeiros?